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Cantor James Brown, "pai do soul" , morre aos 73 anos nos Estados Unidos ...

Fonte :  Agência EFE

        Atlanta (EUA), 25 dez (EFE).- O músico americano James Brown, conhecido como "o pai do soul" e cuja influência na música popular dos Estados Unidos o transformou em uma lenda, morreu hoje, aos 73 anos, em um hospital de Atlanta, informou seu agente.

Brown, pioneiro da música soul e um revolucionário do ritmo, morreu à 1h45 (4h45 de Brasília) no Emory Crawford Long Hospital, no qual foi internado neste domingo devido a uma pneumonia.

O agente de Brown, Frank Copsidas, disse aos meios de comunicação americanos que o cantor não estava sob cuidados intensivos e que se desconhece a causa exata da morte.

O amigo e companheiro de trajetória musical Charles Bobbit estava junto a Brown no momento de sua morte, acrescentou o agente.

Célebre por uma voz imponente e seus frenéticos movimentos, Brown se tornou famoso com canções como "I Got You (I Feel Good)", "Papa's Got a Brand New Bag", "Please Please Please" e "Living in America".

Seu sentido inovador de ritmo o transformou em um dos músicos americanos com maior influência nos últimos 50 anos, junto a nomes como Elvis Presley e Bob Dylan.

Foi o homem que transformou o gospel em rhythm and blues e soul.

Sua música contribuiu para criar estilos como o rap, o funk e a música disco. Mick Jagger, Michael Jackson e David Bowie, entre outros, admitiram ter se inspirado em Brown.

Nascido em um subúrbio de Barnwell (Carolina do sul) em 1933, Brown superou uma infância marcada pela miséria e a marginalização, após ser abandonado aos 4 anos por seus pais e deixado aos cuidados de parentes e amigos. Cresceu nas ruas de Augusta (Geórgia), onde cantava e dançava para pagar por sua vaga no quarto de um bordel.

Aos 16 anos, foi condenado a passar três anos em um reformatório por roubar carros. Ao sair, e em meio a uma carreira semiprofissional como boxeador, uniu-se ao grupo de gospel de Bobby Byrd, cuja família acolheu Brown.

A banda, rebatizada como Famous Flames, assinou um contrato em 1956 com a King Records de Cincinnati e quatro meses depois a canção "Please Please Please" se transformou em seu primeiro título a alcançar o topo das paradas de sucesso.

Depois, foram lançados títulos como "Papa's Got a Brand New Bag", "I Got You (I Feel Good)", "Get Up (I Feel Like Being a Sex Machine)" e "I'am Black and I'm Proud", enquanto Brown se envolvia com drogas, álcool e atos de violência, que lhe trouxeram problemas com a Justiça.

Na década de 70, após a morte de seu filho em um acidente de trânsito, a carreira de Brown começou a declinar, embora depois tenha lançado sucessos como "Living in America", que integrou a trilha sonora do filme de Sylvester Stallone "Rocky IV", em 1986.

Dois anos depois, a carreira de Brown foi interrompida ao ser condenado a seis anos de prisão por tentar agredir dois policiais que o perseguiram após invadir armado uma reunião de agentes de seguros que era realizada em um edifício de sua propriedade, acusando-os de utilizar seus banheiro particular.

O cantor passou mais de dois anos na prisão, após os quais se dedicou a trabalhar com jovens músicos de rap e hip-hop, que viram nele, apesar de seus erros, um modelo que conseguiu superar a miséria e marginalização de sua infância.

Brown, cujo repertório chegou a 800 canções, recebeu um Grammy em 1992 por sua contribuição à música. Em 1965 e 1987, já havia sido premiado na festa do Grammy. 
  

 

Músico Braguinha morre aos 99 anos no Rio    

Fonte :  Folha OnLine     

O compositor e cantor carioca Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha, morreu por volta de 12h deste domingo aos 99 anos no Rio de Janeiro. Segundo a assessoria de imprensa do hospital Pró-Cardíaco (zona sul do Rio), o músico foi internado no sábado à noite, após passar mal.

Braguinha morreu vítima de falência múltipla dos órgãos, causada por uma infecção generalizada. O hospital irá divulgar um boletim médico nesta tarde com mais detalhes sobre a morte do compositor, um dos grandes nomes da chamada época de ouro do carnaval carioca, nos anos 30.

Tuca Vieira/Folha Imagem
Braguinha durante inauguração de estátua em sua homenagem, no Rio de Janeiro
Braguinha durante inauguração de estátua em sua homenagem, no Rio de Janeiro
Conhecido também como João de Barro, pseudônimo adotado porque seu pai não queria o nome de família ligado à música popular, Braguinha foi compositor de mais de 500 canções, muitas das quais marchinhas carnavalescas.

Mesmo sem ter estudado música e sem saber tocar nenhum instrumento, Braguinha é um dos maiores autores de marcinhas carnavalescas, como "Chiquita Bacana", "Yes, Nós Temos Bananas", "Linda Lourinha" e "Carinhoso" (essa última em parceria com Pixinguinha).

Também foi o maior compositor de músicas infantis brasileiro, incluindo aí as versões que fez para temas dos desenhos de Walt Disney. São deles os disquinhos coloridos que musicaram as infâncias de várias gerações.

E ele ainda foi co-autor de algumas das mais bonitas canções brasileiras: "Carinhoso" --letra que fez em 1935 para a então já famosa melodia de Pixinguinha--, "As Pastorinhas" (com Noel Rosa) e "Copacabana" (com Alberto Ribeiro). Esta última consagrou o bairro carioca pelo mundo nas vozes de diversos intérpretes. A canção rendeu ao compositor uma estátua no célebre bairro da zona sul do Rio.

Braguinha ainda foi diretor de gravadora, autor de trilhas de cinema, tema de enredo campeão da Mangueira. Nada mal para quem dizia: "Nunca vivi extremos. Sempre vivi um meio-termo gostoso."

A Mangueira pretende prestar uma nova homenagem a Braguinha em 2007, quando será comemorado o centenário de seu nascimento. A escola lamentou a morte do compositor.
  
                                                        

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